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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Identificação e estabilidade levam filhos a seguir a carreira dos pais


Pais devem ajudar os filhos na escolha da profissão, mas jamais pressioná-los
Quando criança, Gustavo do Vale Gomes, de 36 anos, era apaixonado pelos animais e, por conta disso, sonhava em ser um grande biólogo. Mas seu pai, Enio de Freitas Gomes, de 62 anos, queria mesmo é que o filho seguisse seus passos, para se tornar um grande médico. "Meu pai nunca me proibiu de fazer minhas próprias escolhas, mas, quando eu falava sobre biologia, logo o ouvia dizer que, em medicina, também se aprendia muita biologia", lembra Gustavo, que, motivado pela família, acabou se rendendo à medicina. O mesmo ocorreu com seu irmão mais velho.
De fato, os pais são grandes influenciadores na formação profissional dos filhos. "A transmissão de uma profissão de geração em geração se dá, principalmente, pelo intenso convívio do jovem com aquele ofício, pela observação do amor dos familiares pela carreira e pelos valores diretamente relacionados à atividade que são recebidos ao longo da vida", explica Alyane Audibert Silveira, psicóloga especializada em aconselhamento de carreira pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Na faculdade de medicina, Gustavo até tentou traçar outros rumos, mas, depois de um estágio na clínica da família, acabou optando pela mesma área do pai. Com o tempo, tomou a frente dos negócios. "Meu pai nunca me disse, literalmente, que eu daria continuidade ao patrimônio construído por ele. Mas eu sempre tive em mente que, cursando medicina, eu teria condições de fazer isso", afirma Gustavo.
Esse é outro ponto importante. Boa parte do incentivo que vem dos pais tem a ver com o desejo deles de entregar nas mãos de alguém de extrema confiança um negócio próspero e consolidado, que exigiu muita dedicação e esforço para ser construído, conforme explica Dulce Helena Soares, psicóloga do Laboratório de Informação e Orientação Profissional da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Consonância de objetivos e valores
Por outro lado, a psicóloga Alyane afirma que, embora os pais possam e devam ajudar os filhos na escolha da carreira, é imprescindível que isso ocorra de maneira tranquila, sem imposições. "O ideal é que eles discutam de forma aberta, que os filhos possam perceber os reais desejos e expectativa dos pais e os pais, por sua vez, possam entender com clareza os interesses e sentimentos dos filhos".
Escolher a mesma profissão dos familiares levando em conta apenas a oportunidade de crescimento rápido ou a estabilidade pode ser um erro fatal. "É preciso que os sonhos, as habilidades e os valores do jovem sejam coerentes com o ofício escolhido. E, para analisar se existe essa compatibilidade, é fundamental investir no autoconhecimento", declara José Roberto Marques, presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching).
Filhos que assumem a profissão dos pais, por imposição ou comodismo, poderão sofrer consequências negativas. "O risco é que se tornem pessoas infelizes e insatisfeitas por não exercerem aquilo que desejam, o que pode desencadear problemas emocionais, físicos e psicológicos, como depressão, ansiedade, compulsões e estresse", afirma Marques. Por isso, o essencial é dar liberdade para que os filhos façam as próprias escolhas, sem deixar de apoiá-los e orientá-los, ajudando-os a tomar decisões mais acertadas.
Cobrança em dobro: o outro lado da moeda
No caso do dentista Felipe Delgado, de 32 anos, contar com o apoio do pai, o também dentista Lauro Delgado Junior, de 54 anos, foi um fator facilitador, que ele não faz a menor questão de ignorar. "Desde os 13 anos eu acompanho meu pai ao consultório e, com a convivência, não foi difícil me apaixonar pela profissão. Por isso, resolvi seguir o mesmo rumo", diz.
Graças a essa convivência, ele já entrou na faculdade com algumas vantagens em relação aos demais. "As matérias que eu aprendia em sala de aula eram, na realidade, um complemento do que eu já via na prática clínica", diz o dentista. Depois de formado, Felipe entrou no mercado de trabalho usando um sobrenome que já era respeitado na área. Mas admite que, mesmo assim, o começo não foi fácil. "A cobrança é muito maior por parte dos pacientes, porque eles já estão acostumados a serem muito bem atendidos", afirma.
A irmã mais nova de Felipe, Pétala Mantelatto Delgado Bragatto, de 30 anos, também se encontrou na carreira de dentista. Apesar disso, garante que o pai sempre a deixou à vontade para seguir outros caminhos. "Tanto isso é verdade que meus irmãos mais novos foram para áreas totalmente diferentes da odontologia. Um deles é tatuador e o outro está estudando para ser músico", diz.
Segundo os especialistas no assunto, esse tipo de exemplo permite afirmar que as aptidões não são determinadas por fatores genéticos, mas são fortemente influenciadas por questões comportamentais. "O fato de os pais serem bons em suas profissões não é garantia de que os filhos também serão. Há muitas questões subjetivas envolvidas, que têm a ver com as competências e habilidades de cada jovem, os anseios pessoais e profissionais que são desenvolvidos ao longo da vida", afirma José Roberto.
Profissões iguais, carreiras diferentes
Escolher a mesma profissão de outros familiares não implica, necessariamente, no desejo de seguir exatamente a mesma trilha de passos dados por eles. "A repetição pode se constituir em uma oportunidade de seguir a linhagem familiar, com os mesmos valores, prestígio e certa estabilidade e segurança, mas também de evoluir e criar sobre aquela atividade, diferenciando-se e crescendo muito mais", diz a psicóloga Alyane.
Na família de Juliana Gevaerd, de 28 anos, toda formada por advogados, foi exatamente isso o que aconteceu. "Sempre vivi rodeada pelas questões do direito. Por isso, acabei me apaixonando", afirma a advogada, que tem quatro irmãos que também são colegas de profissão.
"Eu sou o primeiro advogado da minha família. Tenho 35 anos de carreira e não nego que fiquei muito satisfeito com a escolha de meus filhos", conta Luiz Fernando Gevaerd, pai de Juliana, advogado e presidente da Comissão de Direito de Família da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) da Barra da Tijuca.
Dos cinco filhos de Luiz, apenas Juliana escolheu a mesma área de atuação. Seus irmãos mais velhos, Luiz Gustavo, de 43 anos, e Carlos, de 39 anos, são especializados em direito civil. A irmã mais nova, Raffaela, de 24 anos, optou pelo direito empresarial. O caçula, Matheus, de 18 anos, acaba de ser aprovado no vestibular para cursar direito.
"Todos os meus filhos começaram a carreira no meu escritório, mas só a Juliana permaneceu. Hoje em dia, ela integra a minha equipe de advogados especializados em Direito de Família. E eu me sinto feliz em saber que servi de fonte de inspiração para todos eles", diz o pai.
O advogado também tem consciência da responsabilidade que isso representa. "Tenho cinco pares de olhos me observando. Exercer a advocacia é tarefa que exige bastante desprendimento e dedicação. Somos exemplos uns para os outros", diz. E, pelo visto, a vocação para o direito já alcançou a terceira geração. A neta de Luiz, de apenas 14 anos, já expressou, por diversas vezes, interesse na carreira. Uma iniciativa comemorada por todos os que vieram antes dela.

Fonte: UOL
Foto: Google
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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Por que somos eternos insatisfeitos?

Faça uma reflexão para saber se a sua insatisfação é positiva ou não


É comum idealizar que determinada conquista trará a felicidade. Ter o emprego dos sonhos, o carro do ano, mudar de cidade ou ser correspondido no amor aparecem muitas vezes como ideais para alcançar a tão almejada satisfação na vida. Mas, depois que os objetivos se concretizam, o prazer da realização nem sempre dura e a insatisfação volta a atormentar.
Afinal, por que o ser humano nunca fica satisfeito? "É uma característica que está na origem do desenvolvimento da nossa espécie", diz Eugenio Mussak, médico de formação, professor da FIA-USP (Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo) e da Fundação Dom Cabral nas áreas de liderança e gestão de pessoas, além de escritor e palestrante.

Para Mussak, a insatisfação na história da origem da humanidade pode ser considerada positiva, pois possibilitou a evolução e fez o homem se movimentar para viver melhor. O problema é que o acesso às inúmeras facilidades do mundo atual, dos bens de consumo e serviços à informação, elevou muito os padrões de satisfação. "É difícil hoje ficarmos satisfeitos ou pelo menos satisfeitos por muito tempo", observa.

O filósofo, escritor e professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) Jair Lopes Barboza acredita que o ser humano é carente por natureza. "Além das necessidades naturais, temos aquelas criadas pelo mundo do consumo", aponta. A combinação de tantos desejos, na visão de Barboza, cria um ciclo complexo de satisfazer e gerenciar, que influencia na percepção da felicidade.
Muitas escolhas
Pelos menos para o cidadão médio, com boas condições de vida, nunca houve tantas possibilidades de escolha como agora. Do celular à calça jeans, das opções de curso superior às oportunidades no mercado de trabalho, o leque não para de crescer.
Entretanto, mais liberdade de escolha nem sempre corresponde a um maior grau de satisfação. O psicólogo norte-americano Barry Schwartz chamou essa incoerência de "paradoxo da escolha", em um livro com o mesmo título e vídeo que ficou famoso na internet. Segundo esse conceito, ter mais escolhas deixou as pessoas mais paralisadas e insatisfeitas do que felizes.
Para Eugenio Mussak, o que angustia o ser humano não é a necessidade de escolher, mas a percepção de que uma opção pressupõe várias renúncias. Além disso, ele chama atenção para a ansiedade que o descontrole em relação aos anseios materiais pode acarretar. "A insatisfação é ruim quando está vinculada ao consumo desenfreado. Nada contra o consumo, só temos de tomar cuidado para que ele seja minimamente consciente", diz.
Se por um lado estar insatisfeito leva o indivíduo a se aprimorar e buscar outros caminhos, por outro é capaz de promover um descontentamento permanente. O psicólogo Kester Carrara, professor do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da Unesp (Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"), campus Bauru (SP), destaca que a insatisfação é parceira fundamental da motivação, contudo depende de um autocontrole para não se tornar prejudicial.

"Se nunca paramos para saborear o prazer de algumas coisas conquistadas, a satisfação incontida nos faz sofrer", ressalta. Para desfrutar da liberdade de escolha sem cair no abismo da insatisfação permanente, Jair Barboza sugere a busca do equilíbrio e da sabedoria.
Ilusão de felicidade
Muitas vezes algo que se quer tanto perde a graça logo depois que se obtém. Na opinião do professor da UFSC, isso acontece porque frequentemente as pessoas associam erroneamente a conquista da felicidade plena a determinados objetivos. "Somos movidos pela ilusão de que podemos ser plenamente felizes. Talvez se fôssemos vacinados contra isso, a insatisfação seria menor", diz Barboza.
Kester Carrara afirma que a satisfação e a felicidade estão intrinsecamente ligadas às histórias de vida de cada um e vão além do contexto econômico. "Há pesquisas mostrando diferenças significativas entre obter uma série de coisas e condições econômicas e ser feliz", exemplifica o psicólogo.

Apesar de estarem próximas, insatisfação e infelicidade não são sinônimas. "Você pode ser uma pessoa insatisfeita no bom sentido [de querer mudar uma situação] e ser feliz, desde que você não precise trocar de carro todo ano para ser feliz", explica Mussak. O palestrante também destaca a importância de ter consciência da realidade para alcançar a serenidade mesmo em momentos de insatisfação.

A capacidade de ser mais satisfeito com a vida não depende apenas das circunstâncias externas. "O nosso estado de espírito é determinante para gostarmos ou não da nossa situação no mundo", diz o filósofo Jair Barboza. Para viver com mais satisfação, ele defende como essencial um retorno a si mesmo, para que seja possível aproveitar melhor os momentos de felicidade e o que faz bem a cada um. "O mais importante é a pessoa reconquistar o tempo para ela", enfatiza. 

Fonte (texto e imagem): UOL
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

4 exercícios para treinar o pensamento criativo

Saiba o que fazer para conseguir ter ideias inovadoras


As pessoas mais criativas estão sempre de olho em coisas interessantes ao seu redor – mesmo quando elas não servem para nada do que estão desenvolvendo naquela hora (Foto: Divulgação)

A máxima vale também para os empreendedores. Quem se dedica à criatividade todo dia deixa a cabeça pronta para aproveitar oportunidades assim que elas aparecem.
“Ideias criativas nascem de combinações nada usuais. A melhor solução não será algo em que todo mundo pensa”, afirma Steven Smith, professor de psicologia cognitiva na Universidade Texas A&M, em um artigo publicado no site da Entrepreneur.
Ele chama essas combinações de associações remotas, ou seja, ideias que parecem desconectadas à primeira vista, mas que, no fundo, estão relacionadas. Essa é a essência do pensamento criativo.

Para aumentar as chances de achar o elo perdido no meio do brainstorming, Smith sugere aos empreendedores quatro exercícios cerebrais:


1.Sacuda a rotina
A única maneira de expandir seus horizontes criativos é se cercar de uma vasta gama de perspectivas e de experiências.
Diversidade no escritório é bacana, mas não basta. Fora do trabalho, procure variar o que você come, aonde vai para se divertir, conheça o trabalho de artistas diferentes, varie as leituras e as viagens.
“Essa diversidade permite novos estímulos”, explica Smith. “Isso abre a cabeça para novas possibilidades. É mais provável achar uma solução inusitada quando se tem mais opções na palma da mão.”
2.Aumente a rede de palpiteiros
Ideias importantes geralmente são discutidas no mesmo pequeno círculo de colegas, e por isso respostas óbvias podem passar despercebidas.
“Alguém com menos expertise pode farejar suposições invisíveis imediatamente”, diz Smith. Essas pessoas também podem ajudar a avaliar um problema ou uma ideia sob um prisma novo.
Por isso, a sugestão de Smith é procurar pessoas inteligentes que tenham pouco conhecimento do seu negócio para discutir sobre o que está sendo desenvolvido – há boas chances de que elas surpreendam na busca por soluções.
3.Relaxe as regras mentais
Para treinar a mente para ser mais aberta, é preciso dedicar uma meia hora por dia a pensar em coisas impossíveis. Deixar o pensamento vagar e trazer ideias, mesmo que sejam absurdas, bobas ou divertidas. “O humor ajuda muito a afrouxar as restrições mentais”, afirma Smith.
Nesse momento, é preciso baixar a guarda no filtro seletor de boas ideias. Só assim é possível turbinar a criatividade. “Quem pensa em 99 ideias estúpidas e impossíveis e em uma que funcione gastou bem esse tempo”, completa.
4.Observe o ambiente
As pessoas mais criativas estão sempre de olho em coisas interessantes ao seu redor – mesmo quando elas não servem para nada do que estão desenvolvendo naquela hora.
“Quem se encasula em sua cabeça não percebe ideias criativas que passam sob seu nariz”, avalia o professor.
O antídoto é manter um caderninho ou arquivo eletrônico cheio de ideias, artigos, imagens e até pensamentos que passaram pela cabeça. Esse material provavelmente será útil quando menos se esperar.
Fonte: Globo - Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Já ouviu falar em "anorexia emocional"?

Pessoas com "anorexia emocional" tentam evitar vínculos afetivos.

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As formas mais conhecidas de compulsão emocional são a sexual, cujos portadores transam de maneira incontrolável (e às vezes sem critérios na escolha dos parceiros), e a codependência, na qual pessoas investem em relacionamentos problemáticos, pouco saudáveis e o veem como base e objetivo de sua existência.
Existe um outro tipo, a chamada "anorexia emocional", cujas características revelam o contrário das demais, que, em geral, estão associadas ao exagero e falta de controle. Trata-se da dificuldade de estabelecer vínculos afetivos e de se envolver. A razão para que também seja considerada compulsão é que esta, segundo a psicologia, significa a força que induz a repetir um ato não deliberado, ou mesmo contrário à vontade.
Não é que a pessoa não queira amar e se relacionar com alguém, ela simplesmente não consegue. "Há uma espécie de bloqueio e o medo da rejeição é maior", explica o psiquiatra Joel Rennó Jr., coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisas da Saúde Mental da Mulher da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).
De acordo com Rennó, o termo anorexia emocional não é uma classificação diagnóstica reconhecida pela psiquiatria, mas nem por isso é equivocado. Serve para denominar diversos exemplos, desde o caso da pessoa que vive um relacionamento atrás do outro, sem se aprofundar ou levar algum adiante, até quem já passou por diversas frustrações amorosas e prefere fugir quando um romance começa a engrenar, com medo de que dê errado. 
O termo é bastante empregado pelo grupo de autoajuda DASA (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos). "Alguns de nós podem não fazer sexo ou estar em um relacionamento há anos. Ou podem estar em um relacionamento e ter dificuldade de se sentirem próximos emocionalmente do outro. Muitos sequer têm amigos íntimos", conta um membro do DASA que prefere se manter no anonimato (como a maioria de seus participantes).
São indivíduos que sabem que podem dar amor, mas não têm nenhuma ideia de que podem receber. Outros sabem apenas o que é responder às necessidades alheias, mas não conhecem as próprias. 
O psicólogo Jonathas Salatiel, do CRP/SP (Conselho Regional de Psicologia de São Paulo), lembra que a compulsão sexual também pode ser um dos sintomas da anorexia emocional. "O sexo pode ser uma maneira de aliviar a angústia e a ansiedade, pois traz uma falsa satisfação momentânea", conta. E transar por transar, por maior que seja a intimidade física, não estabelece vínculo emocional.
Há quem tente minimizar a angústia com outras compulsões, como compras, jogos, comida, álcool ou drogas. Essas substâncias, segundo o DASA, ajudam a ter mais desinibição sexual, emocional ou social, mas mantêm uma distância do contato significativo com os outros.
Para o psiquiatra Joel Rennó Jr., o tratamento da anorexia emocional sempre começa pelo entendimento do passado, pois foi lá que acontecimentos como negligência, abuso, educação rígida, decepção ou traição se sucederam e provocaram o medo de se relacionar.
"Essas pessoas são muito resistentes a qualquer tipo de mudança, então para o presente se modificar é preciso buscar as razões do problema. Isso deve ser feito com apoio profissional, pois alguns casos podem revelar ainda transtornos mentais ou outros distúrbios emocionais", afirma. Ele diz que os grupos de autoajuda são importantes para as pessoas se sentirem acolhidas, compreendidas, mas que só a terapia pode surtir o efeito desejado, já que leva em consideração a história de vida do paciente, que é única e singular.


Fonte: UOL
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Cérebro Dividido

Olá a todos!!!



Este vídeo é muito bom, vale a pena assistir!!







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:)

Fernanda



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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Infantolatria: as consequências de deixar a criança ser o centro da família.

Além das complicações na vida dos filhos, como dificuldade de socialização e insegurança, deixar a criança comandar a dinâmica familiar pode prejudicar – e muito – o casal.

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 “Um bebê não tem poder para determinar como será a dinâmica familiar. Se isso acontece, é porque os pais promovem”, afirma psicanalista
As atividades da família são definidas em função dos filhos, assim como o cardápio de qualquer refeição. As músicas ouvidas no carro e os programas assistidos na televisão precisam acompanhar o gosto dos pequenos, nunca dos adultos. Em resumo, são as crianças que comandam o que acontece e o que deixa de acontecer em casa. Quando isso acontece e elas já têm mais de dois anos de idade, é hora de acender uma luz de alerta. Eis aí um caso de infantolatria.
“O processo de mudança nos conceitos de família iniciado no século 18 por Jean-Jacques Rousseau [filósofo suíço, um dos principais nomes do Iluminismo] chegou ao século 20 com a ‘religião da maternidade’, em que o bebê é um deus e a mãe, uma santa. Instituiu-se o que é uma boa mãe sob a crença de que ela é responsável e culpada por tudo que acontece na vida do filho, tudo que ele faz e fará. Muitos afirmam que a mulher venceu, pois emancipou-se e foi para o mercado de trabalho, mas não: é a criança que entra no século 21 como a vitoriosa. Esta é a semente da infantolatria”, explica a psicanalista Marcia Neder, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Psicanálise e Educação da Universidade de São Paulo (Nuppe-USP) e autora do livro “Déspotas Mirins – O Poder nas Novas Famílias”, da editora Zagodoni.
Em poucas palavras, Marcia define infantolatria como “a instituição da mãe como súdita do filho e o adulto se colocando absolutamente disponível para a criança”. E exime os pequenos de qualquer responsabilidade sobre o quadro: “Um bebê não tem poder para determinar como será a dinâmica familiar. Se isso acontece, é porque os pais promovem”.
Reinado curto
A verdade é que existe um período em que os filhos podem reinar na família, mas ele é curto. “Quando o bebê nasce e chega em casa, precisa ser colocado no centro das ações, pois precisa ser decifrado, entendido. Ele deve perder o trono no final do primeiro, no máximo ao longo do segundo ano de vida, para entender que existe o outro, com necessidades e vontades diferentes das dele”, esclarece Vera Blondina Zimmermann, psicóloga do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A infantolatria ganha espaço quando os pais não sabem ou não conseguem fazer essa adequação da criança à realidade que a cerca e a mantêm no centro das atenções por tempo indefinido. “Em uma família com relacionamento saudável, o filho entra e tem que ser adaptado à dinâmica da casa, à rotina dos adultos”, afirma a psicóloga.
Segurança ou insegurança?
Na casa da analista contábil Paula Torres, é ao redor de Luigi, de cinco anos, que tudo acontece. Entre os privilégios do garoto estão definir o canal em que a TV fica ligada e o dia do fim de semana em que será servida pizza no jantar. “Acho importante a criança se sentir amada e saber que suas vontades são relevantes para a família”, opina.
Ela conta que seu marido, o também analista contábil Luiz André Torres, não gosta muito disso e constantemente reclama que o filho é mimado demais. “Mas bato o pé e defendo essa proteção. Quando o Luigi crescer, será mais seguro para lidar com os adultos, já que suas opiniões são levadas em consideração pelos adultos com quem ele convive desde já”, acredita.
Não é o que as especialistas dizem. “Se o filho fica no nível dos pais, acaba criando para si uma falsa sensação de poder e autonomia que, em um momento mais adiante, se traduzirá em uma profunda insegurança. Ele sentirá a falta de uma referência forte de segurança de um adulto em sua formação”, explica Vera.
Em uma família com relacionamento saudável, o filho entra e tem que ser adaptado à dinâmica da casa, à rotina dos adultos”
Marcia diz ainda que, ao chegar à idade adulta, esse filho cobrará os pais. “Ele olhará ao redor e verá outras pessoas se realizando independentemente dele. A criança que acha que o mundo tem que parar para ela passar não consegue imaginar isso acontecendo e não está preparada para lidar com a mínima das frustrações. Em algum ponto, acusará os pais de terem sido omissos”.
Para Vera, supervalorizar os pequenos e nivelá-los aos adultos “é o resultado de uma projeção narcísica dos pais nos filhos, que se veem nas qualidades que enxergam em suas crianças”. Marcia concorda: “Isso tudo tem a ver com a vaidade da mãe, que considera aquele filho uma parte melhorada dela própria e, por isso, a criatura mais importante do mundo”.
Os alertas do dia a dia
Muitas vezes, os pais não se dão conta de que estão tratando os filhos como reis ou rainhas, então precisam levar uns chacoalhões da realidade fora de suas casas. “Eles geralmente caem em si quando começa a sociabilização. A escola reclama porque o aluno não respeita as regras, a criança tem dificuldade para fazer amiguinhos porque as outras, com autoestima positiva, não querem ficar perto de alguém que ache que manda em todos”, aponta Vera.
 “Em um futuro bem imediato, as reações dos colegas podem fazer a criança perceber que precisa mudar. Ela se comportará com eles como faz com a família e receberá a não-aceitação como resposta. Terá de lidar com isso para ter amigos”, afirma Marcia.
Mesmo assim, ela ainda correrá o risco de não conseguir rever seus comportamentos devido a uma superproteção parental, adverte Vera: “Em alguns casos dá para ela se salvar, mas muitos pais preferem culpar o ‘mundo injusto com seu filho perfeito’, o que impede que ela entenda as necessidades dos outros e reforça seus problemas de inadequação para a adaptação social”.
E como fica o casal?
Além de todas as complicações causadas pela infantolatria na vida dos filhos, ela prejudica – e muito – o casal que a promove. “Na relação saudável, o casal continua sendo o mais importante na família mesmo com a chegada da criança. Se os pais mantêm o filho no centro por mais tempo do que o necessário, acabarão se afastando”, alerta Vera.
“Some o casal. O ‘marido’ e a ‘mulher’ passam a ser o ‘pai’ e a ‘mãe’. E se em uma casa a mãe é a santa e o filho é o deus, onde fica o espaço do pai?”, questiona Marcia. “Muitos tentam entrar, reconquistar seu espaço, mas outros simplesmente caem fora”, constata.
O futuro da infantolatria
Sabendo disso tudo, os pais têm condições de se preparar para evitar os estragos na criação dos filhos. Marcia conta que percebe que as pessoas têm encontrado em sua análise uma saída para a tirania infantil.
“Não sou adivinha, mas creio que o novo arranjo familiar, em que os pais também assumem funções na criação dos filhos e as mães seguem carreiras por prazer, vá ajudar a mudar o panorama, assim como os arranjos homoparentais que começam a ser mais comuns”, diz, para complementar: “Creio que todos os comportamentos continuarão existindo, mas temos a obrigação de trabalhar para reverter esse quadro. O filho não é o centro porque quer, mas porque o adulto permite”.
Vera enxerga o futuro da situação de forma um pouco diferente. “Nossa sociedade é muito apressada e, no geral, não dá espaço para a preocupação com o outro. Isso tende a potencializar esse tipo de problema, a naturalizar para a criança o fato de que ela é o que mais importa, como aprendeu em casa com o comportamento dos pais em relação a ela”, finaliza.

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Fonte: IG
Foto: Getty Images


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Pais são exemplos para os filhos em suas atitudes ...

Por mais que isso seja algo natural, é importante os pais refletirem sobre que tipo de exemplo eles querem passar às crianças




É incrível parar e pensar o quanto somos exemplo para nossas crianças 24 horas por dia. Os pais são a primeira referência comportamental da criança, portanto é comum que copiem deles não só o falar e andar, como também atitudes e hábitos de vida. Isso pode nos deixar apavorados, ou mesmo robóticos tentando controlar esse exemplo ou aquele outro, mas a ideia não é essa. Até porque nitidamente essa postura não funciona nem para os adultos e muito menos para as crianças. É fundamental percebermos o que há de mais valioso para nossos filhos, a relação de verdade vivida intensamente conosco. Com o exemplo que somos não é diferente, é automático, vivo, inerente. Porque então pensarmos nisso? 
Acredito que nos conscientizarmos de que o exemplo vivo acontece é algo muito importante. Normalmente cuidando dos nossos filhos, cuidamos de nós também. Ao estarmos conscientes de que valores nós queremos passar, percebemos quais deles queremos cultivar na vida como um todo. 

É essa relação viva que nos mantem ativados e ligados aos valores que estão em nosso dia a dia, sendo naturalmente passados para as crianças. Para comprovarmos isso, basta olharmos nossa alimentação, relação com esporte, hábitos saudáveis ou não. Somos uma direção, mesmo que não tenhamos a intenção ou mesmo consciência disso. E essa direção acontece também no silêncio, na pura observação. 

O convite trazido por esse artigo nos conta de algo sutil, precioso, poderoso, verdadeiro e profundo. É o convite para seguirmos melhorando como pessoas, como pais, como indivíduos. Quando nos ligamos na questão da saúde, nos bons hábitos, naturalmente nossos filhos conhecem essa realidade e entram em contato com ela. Mais cedo ou mais tarde esse passa a ser seu caminho natural. Quando tratamos bem as pessoas próximas, conhecidas e desconhecidas é assim que nossos filhos recebem também a importante informação de que é assim que as pessoas devem ser tratadas. 
E nessa grande jornada, sermos verdadeiros e conscientes de que somos aprendizes nos deixa livres para seguirmos crescendo, melhorando como pais, como mães, como pessoas. Ajustando, conhecendo, mudando, escolhendo por qual estrada queremos seguir. Com eles não é diferente. Bom mesmo é ter um bom guia para confiar e seguir. 

Fonte: UOL
Fotos: Google

terça-feira, 10 de junho de 2014

Realizando o sonho de voar!


Aos 3 anos de idade, o menino Luke Campbell, de Heswall, Reino Unido, conseguiu realizar seu maior sonho: voar como o Super-Homem. De traje azul e vermelho como o personagem, o menino fica extasiado ao “sobrevoar” sua família, amarrado a um equipamento especial. Infelizmente, Luke só pôde experimentar a sensação de estar na pele de um herói por um motivo triste: o menino sofre de uma doença cardíaca terminal e não tem mais muito tempo de vida. 

Sem saber da sua condição, o Super-Luke gargalha e se diverte enquanto é erguido em uma sala por um sistema de cordas. O voo foi produzido pela Fundação Make a Wish do Reino Unido, que realiza sonhos de crianças e adolescentes com problemas de saúde. Um vídeo que mostra a diversão do menino já teve mais de 30 mil visualizações no Youtube. 



Segundo a fundação, Luke nasceu com Tetralogia de Fallot, uma doença cardíaca congênita. “Infelizmente, seu coração entrou em falência e os médicos não sabem ao certo quanto tempo ele ainda tem de vida”, explica a descrição do vídeo. “Ele sempre foi chamado de Super-Luke e costuma se imaginar voando. Quando perguntamos qual era seu pedido, ele escolheu voar como o Super-Homem”, conclui a descrição. 

Vídeo: Youtube
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Este vídeo vai te convencer...

Olá!

Acabei de receber esta mensagem e vou repassá-la!

Trata-se de um vídeo que busca conscientizar as pessoas sobre o risco de se ler/enviar mensagens de texto enquanto está dirigindo.

O vídeo é curtinho, vale a pena perder uns minutinhos!



:)



quinta-feira, 29 de maio de 2014

Começando em 3...2...1...!!!

Há tempos venho pensando em criar um espaço como este. 

Um lugar onde possa escrever, publicar os textos que escrevo para o Psiconline Brasil, divulgar textos interessantes que leio por aí e, ao mesmo tempo, divulgar meu consultório.

E então, criei este blog. É preciso muita disciplina para alimentar esse mundo virtual, sem deixar de lado outras atividades importantes e essenciais. Mas acredito que o momento é bastante propício e estou realmente motivada a dedicar-me a mais esse desafio.

Espero que se divirtam. 
:)